sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nossa Maratona de Leitura

Olá, pessoal!
Depois de tanto tempo, voltamos com novidades...
No dia 24 de novembro, como encerramento das atividades da Sala de Leitura, fizemos uma Maratona, com vários momentos: sorteio de livros, premiação aos maiores leitores de cada turma, distribuição de marcadores, escolha do livro para ler nas férias e uma sessão de vídeos sobre leitura.
A atividade aconteceu o dia todo, e todas as turmas puderam passear pelos espaços que foram carinhosamente preparados para receber os alunos.
Confiram alguns "flashes" desses momentos!

Em 2012, nossa Sala de Leitura vai continuar "bombando"!
Beijos literários!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Em busca de novos leitores! | Educação Nota 10

Em busca de novos leitores! | Educação Nota 10

Caros alunos e amigos seguidores do blog,
Conto com vocês para comentarem esse artigo, de minha autoria, que foi publicado no Jornal O Globo.
Beijos,
Luciane

domingo, 25 de setembro de 2011

Agora ouça A hora do sétimo anjo...



De Pirisca Greco, composta em 2005, ano do centenário de Erico Verissimo.

A pena antes tão firme, que doce, na folha branca
A mão que lhe sustentava estava agora tão fria
Final de vida com jeito de romance inacabado
Um solo de clarineta tomando a noite vazia

Se calam tantos fantoches quando o vento é rebeldia
O tempo mostrando as garras vem ceifar outra existência
A alma do escritor verte amor, se faz poesia
E a cruz que lhe acompanha é a cruz da sua querência.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

O rumo da liberdade não tem caminhos cruzados
Os lírios não se desbotam quando a terra é sentimento
Mais um contador de história seguindo pra eternidade
Deixando suas pegadas pelo tempo e pelo vento.

Então em vez da trombeta, tocou, o Sétimo Anjo,
Um solo de clarineta no seu tom de despedida
A voz de Deus sussurrando, aos poucos, foi lhe mostrando
Que os sonhos que plantamos são maiores que essa vida.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

Uma música ao longe ecoou na imensidão
Talvez seja essa passagem, mais um livro a começar
A vida pode ser poeira a escorrer por entre as mãos
Mas a alma nessa hora é raiz de cambará.

Uma música ao longe ecoou na imensidão...

Uma apresentação de frases para vocês

Confiram uma apresentação de slides com frases famosas de Erico Verissimo.
Deleitem-se!

Radionovela Olhai os lírios do campo

  Confiram um trabalho acadêmico em formato de radionovela, um gênero que encantou muitas gerações, antes do domínio dos aparelhos de TV. Vocês vão conhecer um pouco dessa obra, que já tem sinopse no nosso blog. Apreciem!


Vídeo com adaptação de O resto é silêncio





O livro narra o suicídio de uma moça, que cai do décimo andar de um edifício em Porto Alegre. Vários personagens passam pelo local: Doutor Lustosa, um desembargador aposentado; Norival, um homem de negócios à beira da falência; Tônio Santiago, um romancista; Aristides Barreiro, um ex-deputado e rico advogado; "Sete", um vendedor de jornais; "Chicharro", um boêmio; e Marina, uma mulher angustiada.
Descrevendo as reações dessas pessoas antes e após o suicídio, Érico Veríssimo analisa o comportamento humano, ao mesmo tempo em que traça o perfil de uma época.
(Resenha disponível em: http://www.skoob.com.br/livro/1575-o-resto-silencio)

Ana Terra, episódio de O Tempo e o Vento


  Ana sentia-se animada, com vontade de viver, sabia que por piores que fossem as coisas que estavam por vir, não podiam ser tão horríveis como as que já tinha sofrido. Esse pensamento dava-lhe uma grande coragem. E ali deitada no chão a olhar para as estrelas, ela se sentia agora tomada por uma resignação que chegava quase a ser indiferença. Tinha dentro de si uma espécie de vazio: sabia que nunca mais teria vontade de rir nem de chorar. Queria viver, isso queria, e em grande parte por causa de Pedrinho, que afinal de contas não tinha pedido a ninguém para vir ao mundo. Mas queria viver também de raiva, de birra. A sorte andava sempre virada contra ela. Pois Ana estava agora decidida a contrariar o destino. Ficara louca de pesar no dia em que deixara Sorocaba para vir morar no Continente. Vezes sem conta tinha chorado de tristeza e de saudade naqueles cafundós. Vivia com o medo no coração, sem nenhuma esperança de dias melhores, sem a menor alegria, trabalhando como uma negra, e passando frio e desconforto... Tudo isso por quê? Porque era a sua sina. Mas uma pessoa pode lutar contra a sorte que tem. Pode e deve. E agora ela tinha enterrado o pai e o irmão e ali estava, sem casa, sem amigos, sem ilusões, sem nada, mas teimando em viver. Sim, era pura teimosia. Chamava-se Ana Terra. Tinha herdado do pai o gênio de mula.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quer ganhar uma coleção de livros?

 Pessoal, descobri que o Banco Itaú está fazendo, assim como no ano passado, uma campanha de doação de livros. Basta se inscrever, é gratuito. Você receberá três lindos livros na sua casa!
 Cliquem na figura, e acessem o menu "peça sua coleção"!
 E não se esqueçam de repassar essa ideia!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Novos livros

Como é de costume, na última Bienal do Livro nossa escola pôde comprar novos títulos para o acervo da Sala de Leitura. Confiram os novos títulos, que em breve estarão disponíveis!


 

 




Um vídeo do Capitão Rodrigo

Em 1986, a TV Globo adaptou a obra O Tempo e o Vento em uma minissérie.
Confira a chegada do capitão Rodrigo a Santa Fé.

Um certo capitão Rodrigo


  Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
  — Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!
  Havia por ali uns dois ou três homens, que o miraram de soslaio sem dizer palavra. Mas dum canto da sala ergueu-se um moço moreno, que puxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou:
  — Pois dê! (...)
   — Incomodou-se comigo? — perguntou, jovial, examinando o rapaz de alto a baixo.
  — Não sou de briga, mas não costumo agüentar desaforo.
  — Oôi bicho bom!
  Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.
  — Essa sai ou não sai? — perguntou alguém do lado de fora, vendo que Rodrigo não desembainhava a adaga.
  O recém-chegado voltou a cabeça e respondeu calmo:
  — Não sai. Estou cansado de pelear. Não quero puxar arma pelo menos por um mês. — Voltou-se para o homem moreno e, num tom sério e conciliador, disse: — Guarde a arma, amigo.
  O outro, entretanto, continuou de cenho fechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes.
  — Vamos, companheiro — insistiu Rodrigo. — Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender ninguém. Foi uma maneira de falar...
  Depois de alguma relutância o outro guardou a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a mão, dizendo:
  — Aperte os ossos.
  O caboclo teve uma breve hesitação, mas por fim, sempre sério, apertou a mão que Rodrigo lhe oferecia.
  — Agora vamos tomar um trago — convidou este último.
  — Mas eu pago — disse o outro.
  Tinha lábios grossos, dum pardo avermelhado e ressequido. (...)
    — Pois le garanto que estou gostando deste lugar — disse Rodrigo. — Quando entrei em Santa Fé, pensei cá comigo: capitão, pode ser que vosmecê só passe aqui uma noite, mas também pode ser que passe o resto da vida...
  — E o resto da vida pode ser trinta anos, três meses ou três dias... — filosofou Juvenal, olhando os pedacinhos de fumo que se lhe acumulavam no côncavo da mão.
  E, quando ergueu a cabeça para encarar o capitão, deu com aqueles olhos de ave de rapina.
  — Ou três horas... — completou Rodrigo. — Mas por que é que o amigo diz isso?
  — Porque vosmecê tem um jeito atrevido.
  Sem se zangar, mas com firmeza, Rodrigo retrucou:
  — Tenho e sustento o jeito.
  — Por aqui hai também muito homem macho.

Olhai os lírios do campo


O médico sai do quarto no. 122. A enfermeira vem ao seu encontro.
- Irmã Isolda - diz ele em voz baixa -, avise o doutor Eugênio. É um caso perdido, questão de horas, talvez de minutos. E ela sabe que vai morrer...
Silêncio. Uma golfada de vento atravessa o corredor. Ouve-se o ruído seco duma porta que bate. A irmã de caridade sente um calafrio, lembrando-se da madrugada em que morreu o paralítico do 103; a enfermeira de plantão lhe contara horrorizada ter sentido o sopro gelado da morte entrar no quarto do doente.
- Ele está na casa da família, doutor?
- Não. Telefone para a chácara do sogro, em Santa Margarida. Diga ao doutor Eugênio que a Olívia quer vê-lo. Talvez ele ainda possa chegar a tempo...
Encolhe os ombros, pessimista. Acende um cigarro com dedos um tanto trêmulos.
Irmã Isolda caminha para o fundo do corredor, entra na cabina do telefone, disca para o centro.
- Alô! Alô! Interurbano? Aqui é o Hospital Metropolitano.
As lágrimas lhe escorrem pelo rosto.
"... sobreveio uma hemorragia...", diz a voz velada e distante.
Como se tivesse recebido a mensagem de desgraça primeiro que o cérebro, o coração de Eugênio desfalece, suas batidas se tornam espaçadas e cavas.
"... O doutor Teixeira Torres diz que é um caso perdido. Ela sabe que vai morrer... pediu para vê-lo..."
Eugênio sente essas palavras com todo o corpo, sofre-as principalmente no peito, como um golpe surdo de clava. Uma súbita tontura lhe embacia os olhos e o entendimento. Deixa cair a mão que segura o fone. Só tem consciência de duas coisas: duma impressão de desgraça irremediável e da pressão desesperada do coração, que a cada batida parece crescer, inchar sufocadoramente. A respiração é aflitiva e desigual, a boca lhe arde, o peito lhe dói - é como se de repente lhe tombasse sobre o corpo toda a canseira duma longa corrida desabalada. Pendura o fone num gesto de autômato e dirige-se para a janela, na confusa esperança de que alguém ou alguma coisa lhe grite que tudo aquilo é apenas um sonho mau, uma alucinação.
O sol da tarde doura os campos. O açude reluz ao pé do bosquete de eucaliptos. Mas Eugênio só enxerga os seus pensamentos. E dentro deles está Olívia, pálida, estendida na mesa de operações, coberta de panos ensangüentados. "Ela sabe que vai morrer... pediu para vê-lo..." Ele precisa ir. Imediatamente.
Uma voz infantil flutua no silêncio da tarde, num grito prolongado. É o rapazito que vai dar de beber a uma vaca malhada, tangendo-a para a beira do açude. As imagens do animal e da criança se refletem na água parada. Paz - pensa Eugênio -, a grande paz de Deus de que Olívia sempre lhe falava...
De novo o silêncio, e uma sensação de remorso, a certeza de que vai começar a pagar os seus pecados, a expiar as suas culpas.
Os olhos de Eugênio se inundam de lágrimas. Passam-se os segundos. Aos poucos a respiração se lhe vai fazendo normal e o que ele sente agora é uma trêmula fraqueza de convalescente.
Mas da própria paz dos campos e da idéia mesma de Deus lhe vem de repente uma doida e alvoroçada esperança, que lhe toma conta do ser. É possível que Olívia se salve. Seria cruel demais se ela morresse assim. Acontecem milagres - ele se lembra de casos...
Apanha o chapéu e precipita-se para a escada. Mas por que se detém de súbito no patamar, como se tivesse encontrado um obstáculo inesperado? Tem aguda consciência dum sentimento aniquilador: a sua covardia, aquela imensa e dolorosa covardia num momento em que devia esquecer tudo e correr para junto de Olívia.
Fica um instante parado, amassando o chapéu nos dedos nervosos. Sua mulher está lá embaixo no jardim e agora ela pode descobrir toda a verdade... Ele precisa inventar uma desculpa para aquela viagem precipitada. Olívia está agonizante, seria monstruoso deixá-la morrer sem lhe dizer uma palavra de carinho, sem ao menos lhe pedir perdão.
E no instante mesmo em que formula esse pensamento, Eugênio sente que seu orgulho e a sua covardia não lhe permitirão esse gesto de humildade diante de estranhos.
Meu Deus, mas eu preciso ir, custe o que custar, aconteça o que acontecer!
Começa a descer a escada devagar... Imagina-se no hospital. Olívia estendida na cama... O dr. Teixeira dando explicações friamente técnicas. Os outros... Olhares de quem tudo sabe... Cochichos... Quem? Amantes... Ah! Ele é o doutor Eugênio Fontes, casado com a filha daquele ricaço, o Cintra, conhece?
Eugênio agarra com força o corrimão, o coração a bater-lhe com desesperada fúria.
Lágrimas quentes lhe escorrem pelas faces. Ele as enxuga, todo trêmulo, e caminha para o jardim, gritando:
- Honório! - O chofer aparece. - Tire o carro depressa. Precisamos ir à cidade numa corrida. É um caso urgentíssimo.
Eunice lê no jardim, sentada à sombra dum amplo guarda-sol de gomos vermelhos e azuis.
- Preciso ir à cidade a toda pressa - diz-lhe Eugênio, esforçando-se por dominar a voz.
(...)
O auto põe-se em movimento, passa o grande portão da chácara e ganha a estrada real.
- A toda velocidade, Honório!
Sem se voltar, o chofer responde:
- Quando a gente entrar na faixa de cimento, vou embalar o carro pra noventa.
A luz da tarde é doce e tristonha. O gado pasta nos campos, um quero-quero solta o seu grito estridente, um cachorro late longe.
Eugênio sente vontade de saltar para o banco da frente e confiar a sua angústia e os seus segredos ao chofer. No fundo ele sabe que pertence mais à classe de Honório que à de Eunice. Nunca o pôde tratar com a superioridade com que a mulher e o sogro lhe dão ordens, como se ele fosse feito duma matéria mais ordinária, como se tivesse nascido exclusivamente para obedecer.
- Precisamos chegar à cidade em menos de três horas, Honório. É uma questão de vida e de morte.
Eugênio cerra os olhos. Olívia pálida, estendida na cama, morta... 

Textos de Érico Veríssimo

Confira alguns haicais (poemas de três versos, de origem japonesa) escritos por Érico Veríssimo.



SERVIÇO CONSULAR

 Com cartas brancas,
O senhor cônsul solta
Pombos de papel.


 PRIMAVERA

Libélulas? Qual!
Flores de cerejeira
Ao vento de abril.


 INVERNO

Na alva neve,
A rígida mancha azul
Da ave morta.


 JARDINEIRO INSENSATO

Passou a vida
A cultivar sem saber
A flor da morte.


VERÃO

Moscardo verde,
Fruta madura no chão...
Ó mel da vida!

Gota de orvalho
Na corola dum lírio:
Joia do tempo.

Maratona Érico Veríssimo

  Após um tempo sem postagens, retorno com alguns informes sobre a Maratona Érico Veríssimo, evento que ocorrerá em todas as escolas da Rede Municipal.
  Nossa escola iniciará o trabalho com palestras, feitas pela Sala de Leitura, que sensibilizará os alunos para conhecer o autor.
  Em seguida, começarão as oficinas de leitura e escrita, para culminar nas redações que disputarão a melhor colocação na Academia Brasileira de Letras, que promove o concurso junto à SME.
  Vamos começar conhecendo um pouquinho sobre Érico Veríssimo.
Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta-RS em 17 de dezembro de 1905, filho de uma família de prestígio do interior.
Aos 13 anos, Érico Veríssimo já lia autores nacionais e estrangeiros com desenvoltura. Em 1920 foi estudar em Porto Alegre, no Colégio Cruzeiro do Sul. Seus pais separam-se em 1922.
Sua mãe, o irmão e a irmã foram morar na casa da avó materna. Para ajudar no orçamento, Érico tornou-se balconista no armazém do tio, até que conseguiu uma vaga no Banco Nacional do Comércio. Nessa época começou a escrever seus primeiros textos.
A família se mudou para Porto Alegre, mas dificuldades financeiras os fizeram voltar a Cruz Alta, e Érico voltou a trabalhar como bancário, mas acabou aceitando a proposta de um amigo de seu pai para tornar-se sócio da "Pharmacia Central".
Em 1927, além das obrigações da farmácia, dava aulas de literatura e inglês. Começou a namorar sua vizinha, Mafalda, então com 15 anos.
Em 1929 Érico publicou alguns contos no jornal da cidade. Com a falência da farmácia em 1930, o autor mudou-se para Porto Alegre. Passou a conviver com escritores renomados, como Mario Quintana, Augusto Meyer, Guilhermino César e foi contratado para o cargo de secretário de redação da "Revista do Globo".
Em 1931 casou-se com Mafalda Halfen Volpe e começou a trabalhar como tradutor. Em 1932 passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo. Sua obra de estréia, "Fantoches", era uma coletânea de histórias em sua maior parte na forma de peças de teatro.
Em 1933, seu primeiro romance, "Clarissa" foi lançado e fez sucesso. Em seguida, "Música ao longe", foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis. Outro romance, "Caminhos cruzados", recebeu o Prêmio Fundação Graça Aranha. Foi publicado, ainda naquele ano "A vida de Joana d'Arc".
Em 1934 e 1935, nasceram seus filhos Clarissa e Luis Fernando (o famoso Luis Fernando Veríssimo)
Em viagem ao Rio de Janeiro, Veríssimo fez contato com vários escritores, como Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e  José Lins do Rego.
Publicou, nessa época, vários livros para crianças.
Em 1938 lançou um de seus maiores sucessos, "Olhai os lírios do campo".
Em 1941 passou três meses nos Estados Unidos, a convite do Departamento de Estado americano. Suas impressões dessa temporada estão no livro "Gato preto em campo de neve".
Temendo a ditadura Vargas, Érico aceitou o convite para lecionar Literatura Brasileira na Universidade da Califórnia e mudou-se para os Estados Unidos com a família.
De volta ao Brasil lançou, em 1946, "A volta do gato preto" e começou a escrever "O tempo e o vento". Previsto para ter um só volume, com aproximadamente 800 páginas, e ser escrito em três anos, acabou ultrapassando as 2.200 páginas, sob a forma de trilogia, consumindo quinze anos de trabalho.
Em 1953, a convite do governo brasileiro, Érico Veríssimo assumiu em Washington (EUA) um cargo na Organização dos Estados Americanos, substituindo a Alceu Amoroso Lima. Visitou diversos países da América Latina.
Em 1962 acabou "O Arquipélago", concluindo a trilogia de "O tempo e o vento".
Em 1971, "Incidente em Antares".
Em 1973 lançou um livro de memórias, sob o título de "Solo de clarineta".
Deixou inacabado o segundo volume de suas memórias, além de esboços de um romance que se chamaria "A hora do sétimo anjo", quando morreu subitamente, em 28 de novembro de 1975.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Vem aí o...

   A Sala de Leitura está promovendo o projeto Cineclube, algo novo na nossa escola. O Cineclube prevê a exibição de sessões de cinema, envolvendo longas-metragens (filmes-padrão, com média de 90 a 120 minutos) ou curtas-metragens, em sessões temáticas. A ideia é que aconteça quinzenalmente, mas nada impede que esses momentos aconteçam em menos espaço de tempo. Nosso Cincelube vai terá a forma que vocês, alunos e professores da JP, desenharem, com seu interesse e participação. Tá esperando o quê? Participe!
   Dia 26/08, próxima sexta-feira, vai rolar a primeira sessão. E o tema promete agradar a muitos: Amor e Amizade.
   Se você gostou da ideia, repasse-a adiante, para que todos se inscrevam na Sala de Leitura, ou com o Grêmio. Corra, porque cada sessão será feita para apenas 40 convidados. (Caso haja mais interessados, será feita uma sessão extra, em outro dia.)
   Esperamos você!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Maratona Érico Veríssimo

  Ontem, dia 18 de agosto, aconteceu na 5ª CRE o lançamento da Maratona Érico Veríssimo.
  Todo ano, a Secretaria de Educação promove um ciclo de leituras, que culmina em um concurso de redação sobre a vida e a obra de um autor brasileiro.
  Em 2009, trabalhou-se Euclides da Cunha.
  Em 2010, os alunos do nono ano fizeram trabalhos maravilhosos sobre Rachel de Queiroz.
  Esse ano será a vez de falarmos de Érico Veríssimo, escritor para crianças e adultos, senhor de um domínio narrativo incrível.
  Para o lançamento da maratona nas escolas da nossa CRE, foi convidado o professor Evanildo Bechara, um imortal da ABL, a maior autoridade da língua portuguesa no Brasil.
  Estivemos lá, eu, professora da SL, Clara, da 1901 e Leonardo, da 1903, em uma manhã incrível! Confiram alguns desses momentos.
Luciane, Leonardo e Clara ao lado do professor Evanildo Bechara.

Clara, fazendo a leitura de Ana Terra. Mandou bem!

 
Leonardo e eu, fazendo a leitura de Um Certo capitão Rodrigo para a plateia.

Em breve, mais informações sobre a Maratona. Não percam!




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Crônicas de Machado de Assis

Esta postagem foi feita especialmente para a turma 1701 pesquisar as crônicas de Machado de Assis.
É só clicar na imagem e conferir a lista de crônicas.
Boa leitura!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Livro clip 2

Mais uma super obra da mitologia grega: Odisseia.

Livro clip 1

A partir de hoje, começam as postagens com os "livros clips", um pequeno vídeo que mostra a sinopse de um livro ou ilustrações/trechos.
Começamos com O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.

Vem aí a...

... XV Bienal Internacional do Livro!
Neste ano, o evento literário mais importante do nosso país (e um dos maiores do mundo) acontecerá no Rio de Janeiro.
Com certeza, nossa escola marcará presença lá!
No Salão do Livro, enviamos um pequeno trabalho (uma história em quadrinhos com fotos de alguns alunos, que em breve será divulgada no blog) para o estande da Secretaria Municipal de Educação, que fez o maior sucesso.
Agora será a vez da Bienal. Vamos começar a pensar em algo bem criativo para desenhar, escrever ou "poetizar"?
O segundo semestre vem chegando, e a nossa Sala de Leitura vai "bombar"!
(Em outros posts darei dicas de como isso vai funcionar, viu?)
Por ora, acessem o link que está no logotipo da Bienal desse ano e curta mais informações sobre esse grande evento!
Um beijo e boa leitura!

domingo, 10 de julho de 2011

Um pouco de mitologia grega

A partir de hoje, pessoal, começam algumas postagens sobre o tema mitologia grega, que conta com muitos fãs em nossa escola.
Vai uma "brincadeira" para vocês. Divirtam-se!

domingo, 3 de julho de 2011

Participe do jogo da Literatura!

Participe desse jogo, divulgado pela Revista Nova Escola.
Você vai ler trechos de livros famosos, e depois relacioná-los aos nomes dos livros. É muito fácil!
Basta prestar bastante atenção às referências e às pistas!
Clique na imagem e divirta-se!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um poema para ouvir

Inaugurando os posts de áudio, começo com este belo poema de Fernando Pessoa, chamado "Autopsicografia", que define muito bem o que é ser poeta. 
Confira esse lindo texto, na voz de Paulo Autran.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Salão do Livro

  Boa noite, pessoal!
  Após um tempinho sem postagens, inauguro os posts dos novos livros da Sala de Leitura.
  Esses títulos foram adquiridos na última edição do Salão do Livro, que foi muito legal!
  Os livros estarão disponíveis a partir de 01/07, quando forem devidamente registrados.
  Vem mais novidade por aí!
  Confiram!





quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dica de livro 3

Se você adora ler livros que te gelam a espinha, que te metem medo, que te arrepiam os cabelos... você precisa conhecer Edgar Allan Poe. Clique na imagem do escritor e saiba mais sobre esse norte-americano autor de muitas obras de arrepiar!

Conheça então algumas obras desse escritor que estão disponíveis na nossa Sala de Leitura!











Dica de livro 2

Mais uma dica de leitura, pessoal!

Vem aí a prova de redação!

Atenção, alunos! O segundo bimestre já está "no ar", e em julho acontecerão as provas bimestrais, inclusive a de redação.
Para quem pensava que a prova de redação era um "bicho de sete cabeças", a avaliação não foi, para aqueles que já têm a leitura como uma de suas práticas, nenhum mistério.
Importante mesmo é ler um livro de que você goste, sem se importar com o número de páginas, como ilustrações nem outros detalhes técnicos. O que se torna imprescindível é ler - com vontade, por prazer, por distração, por diversão...
O tema da prova do segundo bimestre será a descrição de um personagem, enumerando as características principais e as razões da sua escolha.
DIca: procure um livro que tenha um personagem marcante, pois não é qualquer título que tem essa particularidade.
Em breve a Sala de Leitura disponibilizará as famosas "caixinhas de sugestões" para vocês não serem pegos de surpresa.
Pra descontrair, assistam a um vídeo da campanha promovida pela Estante Virtual, rede de sebos pela Internet, cuja proposta era enviar vídeos que mostrassem o prazer de ler. Você vai se divertir!


Sugestão de livros para compra! Participe!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Matéria sobre Thalita Rebouças

Navegando na Internet, olha o que eu descobri, meninas!

A cena lembra a chegada de uma estrela da música pop. Jovens gritam euforicamente em torno de uma muralha de seguranças que protege uma morena baixinha, carismática e dona de expressivos olhos verdes. Foco de todas as atenções, ela ri nervosa, entre assustada e embevecida com tamanha confusão. O acontecimento em questão, que pode ser conferido no site de compartilhamento de vídeos YouTube, é uma prova de que, mesmo em um país com baixíssimos índices de leitura, escritores podem ser figuras extremamente populares. A moça responsável por todo esse agito é a carioca Thalita Rebouças.jornalista de 35 anos, autora de dez livros que, na última década, venderam mais de 600 000 exemplares - um feito assombroso no esquálido mercado editorial brasileiro, cujas tiragens médias equivalem a um centésimo disso.
O episódio descrito acima aconteceu no ano passado durante a Bienal do Livro, em setembro, e costuma repetir-se com regularidade. No último domingo, a moça voltou a ser alvo do assédio dos fãs durante uma palestra seguida de sessão de autógrafos no Salão da Fundação do Livro Infantil e Juvenil, na região do Cais do Porto.
Com obras voltadas para adolescentes, a autora já tem títulos publicados em Portugal, fechou contratos com uma editora espanhola e outra italiana e terá um de seus livros - Uma Fada Veio Me Visitar - adaptado para o cinema. O filme será dirigido por José Henrique Fonseca, com roteiro de Patrícia Andrade, do arrasa-quarteirão Dois Filhos de Francisco. "Quando decidi viver de literatura, ninguém acreditou em mim", lembra Thalita. "Meus pais, por exemplo, diziam que eu era maluca e iria morrer de fome."
O sucesso de Thalita decorre basicamente de um fator: a enorme capacidade de comunicação com seu público. Com histórias protagonizadas pela divertida personagem Malu, ela mergulha nas angústias peculiares das jovens adolescentes ao discutir temas como relacionamento com os pais, amigos, professores e namorados, sempre em textos curtos e concisos. A inspiração vem de relatos feitos por amigos que já são pais e pelos sobrinhos adolescentes do marido - o escritor e fotógrafo Carlos Luz, com quem está casada há sete anos - e do intenso contato com seus leitores.
A escritora não perde uma oportunidade de estar junto dos jovens em feiras, livrarias e escolas, onde costuma dar palestras para plateias de até 1 500 pessoas. Nesses eventos, beija e abraça um por um, posa para fotos, faz gracinhas e abusa das gírias da moda. Suas leitoras são capazes de sacrifícios como viajar até oito horas de ônibus só para vê-la ou escrever cartas de 6 metros de comprimento apenas com a frase "Eu te amo". À vontade em meio às meninas, Thalita é hoje uma espécie de psicóloga de plantão para elas.
Seu perfil no site de relacionamento Twitter tem 64 000 seguidores, e sua caixa de e-mail é entupida de mensagens com pedidos de conselhos sobre os mais variados assuntos, do primeiro beijo à perda da virgindade. Sem condições de responder a tamanha demanda, ela chegou a criar uma área específica em seu site na internet com respostas às perguntas mais frequentes que costuma receber. "O público juvenil, principalmente o brasileiro, sempre teve poucas opções de histórias que refletissem seu universo", explica. "Eu simplesmente resolvi apostar nesse filão, com livros que procurassem refletir as angústias que todos nós já tivemos no passado."
Filha única de um dentista e uma dona de casa, Thalita Rebouças Teixeira escreve desde os 10 anos. Adolescente estudiosa e tímida, a escritora fez teatro durante cinco anos para perder a inibição. Participou da Oficina de Atores da Rede Globo e, às vésperas do primeiro teste, para a novela Mulheres de Areia, de 1993, descobriu não ter paciência para esperar horas por uma audição. De certa forma, a desenvoltura decorrente dos anos de teatro acabou sendo útil na carreira de escritora.
Na primeira Bienal da qual participou, em 2001, divulgando ela própria seu primeiro livro, Traição entre Amigas (2000), abordava os visitantes um a um para mostrar seu trabalho. Repetia esse ritual nas livrarias. Com a divulgação boca a boca, conseguiu vender 4 000 exemplares. Sua segunda obra, Tudo por um Pop Star, lançada em 2003, já pela Rocco, sua editora desde então, chegou a 12 000. Com Fala Sério, Mãe!, de 2005, ela quebrou a barreira dos 100 000 exemplares. "Thalita fala de igual para igual com os adolescentes, envolve-se pessoalmente na divulgação dos livros e atende seus leitores com dedicação", diz Paulo Rocco, dono da editora.
Unanimidade entre as crianças, a escritora, no entanto, não escapa das ferroadas que costumam atingir os autores de best-sellers, seja no Brasil, seja no exterior. "Ela tem uma capacidade de comunicação indiscutível, mas não faz literatura, não tem domínio da escrita. Capta o leitor pelo estereótipo", critica uma especialista em literatura infantojuvenil. Comentários desse tipo, no entanto, estão longe de incomodar Thalita, que prepara um novo passo em sua carreira. Em outubro, ela lança seu primeiro livro cujo personagem principal é um menino.


Matéria disponível no link: 
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/thalita-reboucas-574173.shtml